Vida de professor universitário

Ser professor definitivamente não é fácil. Mesmo que você ame esta profissão, sabe o quanto pode ser terrível encarar uma sala com dezenas de alunos, com pessoas dos mais variados perfis. Mas, ao mesmo tempo, pelo menos para mim, é gostoso, prazeroso e gratificante ensinar (e aprender). O contato e a interação com os alunos são, na maioria dos casos, bem positivo.

Algumas pessoas começam esta profissão por falta de opção, outras pelo salário (ha ha ha), outras porque são bem falantes, outras porque acreditam que o futuro do país está na educação… enfim, há vários motivos. O meu caso foi um pouco diferente: eu comecei porque sinto uma imensa necessidade de compartilhar experiências. Eu gosto de uma frase que diz: “Aprender com os próprios erros ameniza o prejuízo, mas o bom mesmo é aprender com os erros dos outros”. Eu gosto de mostrar caminhos e seus resultados (erros e acertos), mostrar uma teoria funcionando na prática, desvendar mistérios (como funciona um chip internamente?), alertar possíveis escolhas erradas, mostrar boas práticas. Já aconteceram situações onde eu estava com um problema técnico no meu outro trabalho, e ao chegar em sala de aula, gastei o tempo discutindo o problema, elaborando soluções com os alunos, o que torna este tempo algo produtivo. Para ilustrar melhor esta característica, posso citar como exemplo uma experiência que tive ao ministrar aulas de Pesquisa Operacional e Estatística nos cursos Engenharia de Produção e Psicologia, respectivamente. A experiência foi terrível, porque apesar de ter formação em Engenharia de Computação e possuir teoricamente uma base sólida em matemática, eu não fazia a menor ideia do que as minhas disciplinas resultavam na prática para estes cursos de graduação, ou seja, por ser um profissional de computação, é relativamente fácil ministrar aulas nos cursos relativos a esta área, por saber exatamente o que os alunos precisam conhecer e como as teorias funcionam na prática. Já em cursos como os citados, não existia prazer, era totalmente mecânico e chato falar os conceitos, sem estar nem um pouco relacionado à área de atuação dos alunos.

Claro que nem tudo são flores, existe a parte burocrática: efetuar chamadas, entregar diários e planejamento de aulas, discutir metodologias de ensino, participar de reuniões. O professor também precisa ter uma boa dose de psicologia para lidar com os alunos. É necessário manter a calma em situações mais tensas. Por lidar com tantas pessoas de vários perfis, alguma hora vai acontecer algo desagradável. Eu mesmo já errei neste aspecto, já tive discussões desnecessárias com aluno, já saí da sala em estado de nervos, mas com o tempo, aprendi a contornar estes problemas, adquirindo um pouco de sabedoria para lidar melhor com cada aluno no seu respectivo perfil. Acho que o grande segredo é transferir a pressão ao aluno, porque este é quem precisa aprender e, consequentemente ser aprovado. Professor não deve se estressar, este precisa apenas ser sutil, ou seja, impor o ensino com coerência e elegância. É importante mencionar esta parte “psicológica” porque, nos dias de hoje, o relacionamento aluno/professor é bem diferente. Nos meus tempos de faculdade, desrespeitar o professor era coisa de maluco, ninguém queria “queimar o filme”. Hoje, dependendo da forma como você aborda o aluno, leva respostas altamente desagradáveis e perde facilmente o controle da aula, pois maus comportamentos são facilmente imitados. O mais legal de aprender o auto-controle e a sutileza é como isso será aplicado no dia-a-dia, onde você poderá evitar muitos problemas e desentendimentos na sua vida pessoal.

Outra característica que um professor deve possuir é o prazer na leitura e entendimento pleno de livros técnicos. Uma coisa é ler um livro do Paulo Coelho e outra totalmente diferente é ler um livro do Tanembaum sobre Sistemas Operacionais. Um livro como o mencionado, você poderá gastar dias para entender algumas páginas, pois o conteúdo é bastante técnico. Eu não imagino um professor ministrando disciplinas bem técnicas e específicas sem ter conhecimento profundo do conceito. E não se aprende de forma satisfatória apenas lendo artigos ou pesquisando no Google. De qualquer forma, admiro e vejo como professores ideais os que se baseiam na teoria dos livros técnicos, mas possuindo conhecimento prático de como aquilo se aplica, evidenciando acertos e erros. Não vejo como correto o professor ministrar qualquer conteúdo sem forte apoio bibliográfico.

Algumas (para não dizer muitas) pessoas possuem dificuldade ou temor de falar em público. É mais fácil falar quando a plateia é composta por pessoas que você possui alguma intimidade. Mas, de qualquer forma, a única maneira que eu vejo para esta barreira ser vencida é adquirir pleno domínio do que irá dizer, sem margem para dúvidas. Neste ponto, me inspiro muito no finado Doutor Enéas Carneiro, que utilizava esta tática, por ser tímido. Oxalá se todas as pessoas que falam em público tivessem esse temor, tenho certeza de que escutaríamos bem menos besteiras do que o habitual.

Um aspecto em especial que foi necessário aprimoramento ao longo dos anos chama-se “humildade para aprender onde se deveria ensinar”. Hoje, estamos em uma época em que os alunos assistem às aulas com seus smartphones, tablets, notebooks, todos conectados à internet. Quando o professor menciona uma teoria, a primeira coisa que o aluno faz em sala é pesquisar imediatamente sobre o assunto e questionar sobre algo relacionado, encontrado em lugares como o Google. Por melhor que seja o professor, ninguém sabe tudo. Deve-se ter humildade em afirmar o desconhecimento do assunto e buscar uma resposta, além de prestar atenção e aprender com o conteúdo que o aluno vai agregar à aula. Só tenho a agradecer a Deus o quanto aprendi com os alunos no decorrer dos anos, seja com uma forma mais eficiente de resolver um problema, ou com novas informações sobre determinado tema. Por exemplo, na semana passada um aluno me perguntou como que o chip da memória RAM é volátil, ou seja, perde informações ao ser desligado da energia, e a memória FLASH do pendrive é não-volátil, ou seja, não perde informações ao ser desligado da energia. Apesar deste assunto não ter nada a ver com a disciplina, a curiosidade foi despertada. Fui humilde em dizer que não sabia, pesquisei no Google e, após alguns estudos, discuti com a turma sobre o assunto, para sanar a curiosidade de todos, inclusive a minha.

Aproveitando o que foi mencionado sobre essa conectividade digital em sala de aula, também é cada vez menor o número de alunos que copiam matéria do quadro. Para falar a verdade, já vejo isso como algo meio século XX. Acho que o mundo ideal seria o professor disponibilizar slides apoiados em bibliografia, apresentá-los em um projetor, resolver exercícios e tirar dúvidas no quadro. Caso o professor e a instituição não possuam projetor, deve-se colocar no quadro apenas os tópicos que serão abordados, evitando perda de tempo copiando desnecessariamente conteúdo que já está escrito em livros. Já vi extremos dos dois lados: professores que ficam metade da aula copiando no quadro, e outros que não copiam nada no quadro e também não possuem estrutura de tópicos, ou seja, a aula fica sem pé-nem-cabeça, pois não existe sequência, o professor vai falando o que vai lembrando que precisa falar.

E, por último, não diria que é obrigação, mas acho muito importante o professor, independentemente da área, se manter atualizado. Adoro me atualizar sobre tecnologia, games, notícias, e discutir em sala, tornando a aula mais descontraída. Seja um gol novo do Messi, ou um novo exclusivo do Playstation 3, ou uma nova placa da Nvidia, é muito legal trocar informações de diversos aspectos com os alunos. Nesta semana discuti com uma turma como funciona o SSD (solid-state drive) e como ele pode revolucionar a tecnologia em geral e, mesmo não sendo algo relacionado com a disciplina, sinto que, após um bom diálogo, todos são “edificados”. Sinto que às vezes o professor precisa ser um pouco evangelista, é legal apresentar visões e conclusões com coerência, sem posicionamento radical, apenas focando em fatos, “iluminando” a turma e ajudando a desenvolverem melhor o raciocínio.

Enfim, desde as monitorias nos tempos de faculdade, até às aulas em escola de informática, aulas particulares, e por fim, desde 2008 com aulas na graduação e pós-graduação, diria que hoje sou um professor que, com acertos e erros, descobriu um pouco como lidar com aulas, como ensinar e como aprender, tornando esta profissão algo gratificante.

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Playstation Vita lançado no ocidente.. e o Brasil?

Após 2 meses de lançamento no Japão, o novo portátil da Sony foi finalmente lançado no ocidente. Analisando os preços sugeridos para o mercado brasileiro, pôde-se perceber valores bem salgados para o padrão da maioria de nós, consumidores tupiniquins: R$ 1599, vendido neste link. Pois bem, ao navegar em sites estrangeiros, vi preços beeemm diferentes. U$ 250 na amazon neste link e £228.85 no shopto.net neste link .

Com esta “pequena” diferença nos preços entre Brasil, EUA e Reino Unido, às vezes me pergunto: até quando continuaremos agindo feito bobos e aceitando de forma pacífica essa ladroagem sem tamanho?

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Pirataria nos games: devo dizer “não”?

Estava lendo o artigo O maior legado do PlayStation 3 foi nos ensinar a dizer não à pirataria e naturalmente me veio uma certa reflexão sobre o impacto da pirataria no mundo dos games. Como muitos jovens entre 25 e 35 anos, faço uso de jogos piratas desde a época do Snes, onde investia R$ 25 em uma fita, sendo que a original custava em torno de R$ 140 (para se ter uma idéia, o salário mínimo nesta época era de R$ 100). Lembro-me de pagar R$ 7 em um CD pirata de Playstation quando o salário mínimo era de R$ 130, de comprar 18 disquetes ao custo de R$ 0,70 cada e criar um ARJ pelo DOS para ter Duke Nukem 3d pirateado. Na época, para a grande maioria dos garotos, era inconcebível pedir aos pais comprarem uma fita que custava quase 1 salário e meio. Os jogos eram absurdamente caros, com preços impraticáveis para nossos padrões. Desta forma, a pirataria nos ajudou muito para ter acessibilidade aos jogos. A pirataria era tão forte que, se alguém da época me falasse que quase 20 anos depois estaria comprando jogos originais, provavelmente daria uma boa gargalhada, seja por incredulidade ou talvez por pensar que estaria rico no futuro.

Cartucho que custava R$ 140 em 1996. Este jogo utilizada o chip S-DD1, logo este cartucho não possuía versão pirata

Entretando, as coisas mudaram um pouco nos dias de hoje. Alguns fatores surgiram para facilitar a preferência por jogos originais. O primeiro (e mais importante) foi a inclusão de modos online, onde você pode jogar contra qualquer pessoa que também possua o jogo e esteja conectada na internet, além de poder receber atualizações, correções de bugs. É óbvio que jogar online é anos-luz mais divertido, não existe comparação. E, neste aspecto, a pirataria é extremamente dificultada ao conectar seu jogo na internet, chegando ao ponto de contas serem banidas (Psn e Live). Portanto, ao aderir um jogo pirata, este jamais deverá estar exposto à internet, se limitando às opções offline do mesmo.

Quem já jogou Battlefield 3 online sabe como é maravilhoso estar conectado

O segundo fator foi a redução dos preços, se comparado à antigamente. Uma mídia de Battlefield 3 original para PC custa R$ 99, sendo que o salário mínimo hoje gira em torno de R$ 622. Colocando em proporção com o valor praticado em 1995, hoje este jogo custaria cerca de R$ 870. Claro que para alguns, R$ 99 parece um valor alto, mas sendo honesto, para muitas pessoas de classe média, este valor sequer paga um almoço de domingo para 3 pessoas. Aliado a isso, é inegável que, com a expansão da pirataria, os fabricantes deram uma recuada nos seus preços. Para se ter uma idéia, em 1998 eu comprei o CD Ride The Lightning do Metallica, pagando R$ 25 . Hoje, na livraria Saraiva, este CD custa R$ 19,90 link. Não existe a menor possibilidade de se comparar o valor R$ 25 em 1998 com o ano atual já que, naquele ano, a Coca Cola 2l custava R$ 1,25 :D .

O terceiro fator está vinculado à dificuldade em piratear alguns consoles desta geração, como é o caso do Playstation 3. O console citado foi lançado no final de 2006 e apenas 4 anos e meio depois descobriram uma forma de pirateá-lo, sendo que esta não é 100% eficaz, já que não consegue rodar muitos dos jogos atuais, onde estes exigem firmware atualizado. Claro que, existem outras opções para se praticar pirataria, como PC ou XBox 360, porém é muito difícil ignorar jogos exclusivos do console, como Uncharted 2, Uncharted 3 ou Metal Gear Solid 4, nos obrigando a comprar a mídia original. E se o Playstation 3 nos mostrou “o caminho das pedras” nesta geração, é possível que as próximas sejam ainda mais dificultadas, já que, por mais que a pirataria estimule a venda de consoles, empresas como Sony ou Microsoft obtém lucro apenas na venda de jogos.

Não há como ignorar jogos que não podem ser pirateados, como o citado abaixo

O quarto fator está vinculado à pouca demanda de jogos, especialmente para adultos. Hoje, para uma pessoa entre 25 e 35 anos, poucos jogos são suficientes. Para efeito de comparação, em 1996 eu tive um Playstation com 50 jogos (todos piratas, obviamente), e joguei todos até terminar, sabia todos os golpes, dicas, poderes, habilidades, etc.. etc.. etc.. . Hoje, com um Playstation 3, devo ter chegado até o fim em no máximo 7 jogos. Não existe a menor possibilidade de se comparar o tempo disponível de um garoto com 14 anos com um homem de 29. Adultos geralmente não precisam de muitos jogos, apenas precisam de poucos que de fato o divirtam no seu tempo livre.

Porém, a discrepância mencionada no quarto fator merece uma atenção especial. Vou citar o exemplo de um amigo de 37 anos, onde este é casado e possui 3 filhos adolescentes. Ele estava na dúvida sobre qual console comprar, e no final das contas, resolveu investir em um Playstation 3 com 2 jogos originais: “Call of Duty Black Ops” e “God of War 3″. Ao jogar Call of Duty, este ficou encantado: sempre que possui algum tempo livre, procura jogar online, adquirindo troféus, status, etc… já com os 3 filhos adolescentes, aconteceu um efeito um pouquinho diferente: na primeira semana, terminaram God of War 3 no modo mais difícil. Na segunda semana terminaram Call of Duty no modo mais difícil. Na terceira semana, exigiram a aquisição de um novo jogo. Quando o pai disse não, alegando que jogos são caros e não tem como comprar um jogo toda semana, os garotos deixaram o console de lado, apenas jogando quando conseguiam algo emprestado com amigos. Resultado: os jogos originais atenderam perfeitamente à expectativa de um jogador mais velho, pela pouca demanda por falta de tempo e pelos modos online, mas com relação aos garotos, por possuírem mais tempo, além de enjoarem mais rápido, 2 jogos é muito pouco, transformando o console em um investimento muito caro. Eu não gostaria de estar na situação dele :D

Ainda sobre o quarto fator, há algumas controvérsias, como já demonstrado. Para exemplificar, vou apresentar outro exemplo, onde este envolve um parente de meia idade, que odeia games e possui 2 filhos adolescentes. Este adquiriu um Playstation 3 pitateado, com o HD possuindo 30 jogos. Estes garotos terminaram e enjoaram de todos os 30 jogos em 6 meses, obrigando-o a adquirir um novo HD com mais sei la quantos jogos. Os garotos nem ligam para modos online ou para atualização de jogos, só pensam em terminar, aprender golpes, etc.. já imaginou quanto este gastaria se tivesse adquirido todos os jogos originais? Em casos como este, fica um pouco difícil resistir à pirataria, porque a discrepância de valores investidos é grande demais e o retorno seria quase o mesmo.

Com o que foi dito, conclui-se que, diferente de antigamente, há grandes vantagens em adquirir jogos originais, e estas tendem a aumentar bastante no futuro, com maiores opções de conectividade e distribuição (jogos nas nuvens?) contudo, em alguns casos, a pirataria ainda é inevitável, especialmente quando se tem filhos com muito tempo sobrando :D

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O que comprar? Xbox 360? Playstation 3? Wii? PC turbinado? Portáteis? Esperar novos consoles? Parte 7 (final)

Bom, após 6 partes, com textos e mais textos analisando vários aspectos, chegamos na sétima e última parte, com uma análise conclusiva e previsões. É claro que muitos devem estar esperando algo como “Este é melhor!!” ou “Este é pior!!”, mas não é bem assim. Gosto não se discute, o que é relevante para mim pode não ser relevante para você, e vice-versa. Por isso, precisamos discutir as características e decidir, baseado nestas, traçando perfis onde uma escolha pode estar mais de acordo do que outra. Com isso, vou mencionar cada uma das opções e evidenciar, de forma conclusiva, seus pontos fortes e fracos, com algumas previsões.

Sobre o PC, por mais que esteja bem equipado, acho que vale a pena somente para os mais exigentes em gráficos. Caso contrário, fica difícil não resistir a um console. Um console foi feito para se jogar e um PC você pode jogar, além de poder fazer diversas outras coisas. Esta simples frase reflete em diversas conclusões: um console é uma caixa fechada que já é entregue para você no formato perfeito para jogos: ótimos joysticks, integração online perfeita, jogos rodando perfeitamente sem lags, e com suas configurações ajustadas (no pc precisa configurar, instalar, etc.. etc..), preços mais atraentes, resumindo: o console é prático. Isto impacta até em situações em que você provavelmente não pensou antes: um console, na sua casa, provavelmente se situa em um local aconchegante, preparado estrategicamente para as pessoas jogarem, ao contrário de um PC, pois o mesmo também é utilizado para diversas outras atividades, se localizando em um escritório ou algo do gênero. Isto impacta e muito na diversão, pois jogos existem para você se relaxar e divertir. Outro aspecto importante é que a vida útil dos lançamentos para os consoles geralmente é maior que a vida útil da configuração do seu PC. Claro que se você investir agora em um PC com a placa “semi-nova”, este deverá suportar os lançamentos de até 2013 ou 2014, prazo este que também acredito ser o de consoles como XBox 360 e Playstation 3, mas para quem investiu em um Pc na época em que o XBox 360 e o Playstation 3 foram lançados, provavelmente já estão trocando de equipamento, e os consoles ainda estão firmes e fortes recebendo bons lançamentos.

Sobre os consoles, vejo o XBox 360 como o aparelho ideal para quem gosta de jogos hardcore mas também precisa de um videogame para diversão familiar, seja com filhos ou pais (os vovôs também gostam :D ). O Kinect não possui tantos títulos compatíveis, mas é inovador e atraente o suficiente para garantir a diversão em família. Para o público Hardcore, o Xbox 360 possui versão para a maioria dos melhores títulos do mercado, e em muitos casos, com uma versão no mínimo igual, senão superior à de seus concorrentes (exceto o PC), o que faz desta combinação poderosa o suficiente, justificando o primeiro lugar em vendas neste final de ano. A minha maior ressalva é com relação ao seu futuro, pois já existem centenas de rumores sobre o lançamento do novo console, o XBox 720, que deverá ser anunciado na próxima conferência da E3, sendo lançado até julho de 2013. Esta preocupação não é à toa: para quem não possui memória curta, a Microsoft já possui histórico de abandonar o console da geração anterior, assim que o da nova geração foi lançado, como aconteceu com o primeiro console XBox, em 2005. Comparando com a concorrência, mesmo com o Playstation 3 lançado, o Playstation 2 ainda recebeu por 2 anos títulos de expressão. Outro fator que preocupa é com relaçao à pequena lista de anúncios que a Microsoft fez com relação à títulos exclusivos do Xbox 360 em 2012. Será que já estão concentrando todos os seus esforços no XBox 720?

O Playstation 3 é praticamente 100% focado no público hardcore. Claro que existe uma coisa ou outra para entreternimento familiar, seja com o move ou com jogos no estilo Little Big Planet, ou alguns poucos jogos com bons efeitos 3d, mas o fato é: a Sony investe pesado para ter o público hardcore nas mãos. Nesta geração, a Sony perdeu exclusividade com diversas produtoras, sendo obrigada a compartilhar títulos com o Xbox 360 que até a geração passada eram exclusivos, como Final Fantasy, Tekken, entre outros e, em muitos casos, tendo versões ligeiramente inferiores, pelo seu hardware complexo de programar. Por isso, esta investiu pesado em jogos exclusivos. É inegável não reconhecer que o console possui alguns exclusivos de peso, como Uncharted, Metal Gear Solid e God of War, se destacando com relação à concorrência. E não para por aí: Se você for analisar a lista de exclusivos previstos para o Playstation 3 em 2012 neste link , são diversos investimentos, apesar da Sony estar amargando um retorno “não tão bom” em vendas. O blu-ray ajuda em alguma coisa, mas não é grande diferencial, a não ser que você também o utilize como reprodutor de vídeos em alta definição. Quanto ao futuro, com base nos jogos, vejo que em 2012 os investimentos continuarão os mesmos de 2011. Porém, após isso, pairam dúvidas no ar: o poder do cell foi totalmente explorado? Caso não, valerá a pena enxugá-lo até o limite máximo, já que até lá novos consoles mais poderosos estarão no mercado, inclusive um sucessor da Sony, com vendas superiores? Acho que o Playstation 3 durará um pouco mais que o XBox 360 (assim como nasceu 1 ano após), mas a diferença não será do tamanho que as pessoas imaginam, apenas pelo console ter o cell e a mídia blu-ray. Vejo o Playstation 3 como uma excelente escolha, mas é um videogame meio descompasso: possui recursos fenomenais que estão antes do seu tempo, como o cell e o blu-ray, mas ao mesmo tempo possui recursos fracos comparados à concorrência (GPU e por que não dizer o joystick)

O Nintendo Wii é mais barato que seus concorrentes, além de garantir a diversão familiar. Se o seu único interesse for jogos para entreternimento familiar, vejo o Wii como a melhor opção, por possuir muito mais títulos de qualidade com seu sensor de movimento do que a concorrência. E também, sem dar uma de “puxa-saco”, mas é muito difícil alguém não gostar dos títulos da Nintendo. Mario Kart é super divertido, assim como Star Fox, Zelda, entre outros. Acho que 2 ressalvas devem ser feitas: o Wii possui uma variedade de jogos inferior aos seus concorrentes, ou seja, carece de lançamentos no mesmo nível, e deve continuar assim até o fim. Além disso, o seu sucessor, o console Wii-U, já foi anunciado e deve estar no mercado até julho de 2012, ou seja, o Wii está com os dias contados. Caso você esteja questionando, “ok, então espero pelo Wii-U ?”. Eu não teria tanta certeza disso. Nesta geração, o Wii venceu pelo grande diferencial na jogabilidade, porém, esta já foi copiada pela concorrência, não sendo mais diferencial para a próxima geração. As especificações do Wii-U já mostraram que o Hardware é ligeiramente superior ao Xbox 360 e ao Playstation 3, ou seja, este console provavelmente terá o pior Hardware da próxima geração, consequentemente, terá que tirar outra carta da manga para vencer a batalha.

No campo dos portáteis, o 3ds é tudo o que gostaríamos de ter: preços atrativos, gráficos coloridos e bonitos, jogos legais para se jogar em um portátil e ainda tem o 3d que é um extra bacana. O Playstation Vita é uma incógnita: é claramente superior tecnologicamente, atendendo de mão cheia os fãs de jogos hardcore. A questão que fica é: as pessoas vão querer pagar mais caro em jogos que talvez nem sejam tão diferenciados para o público de portáteis? É esperar para ver. Portáteis são amplamente vantajosos para quem possui certo tempo de ociosidade fora de casa (funcionários públicos ???), por isso vale a pena considerar esta escolha.

Conclusão final: Para entreternimento familiar, o Wii ainda é a primeira opção, mas carece de títulos hardcore, onde o Xbox 360 pode suprir esta ausência oferecendo as duas opções com excelência. Para os fanáticos em jogos hardcore, o XBox 360 e Playstation 3 se equiparam, sendo que ambos possuem vantagens e desvantagens em alguns aspectos (abordados nas partes anteriores), e a escolha depende do que é relevante para você. Para quem deseja um comparativo mais eficaz, basta assistir a série de 13 vídeos comparando todos os aspectos dos 2 consoles, no youtube link . O Pc é a melhor escolha para os aficcionados em gráficos, mas já como foi dito, não consegue se equiparar a um console em praticidade e diversão familiar. Caso deseje algo com maior mobilidade, o Nintendo 3ds é uma excelente escolha, mas não se deve desprezar o Ps Vita com seu poder gráfico “de outro planeta” (para um portátil). Sobre esperar um novo console, não recomendo, pelo menos por enquanto. Novos consoles são lançados cheios de problemas, afetando o consumidor (3rl?). Eu não comprarei um novo XBox ou um novo Playstation até que saiam versões Slim e isso deve demorar pelo menos alguns bons anos.

Bom, é isso pessoal, espero que tenham gostado. Estou aberto à críticas e sugestões. Grande abraço à todos

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O que comprar? Xbox 360? Playstation 3? Wii? PC turbinado? Portáteis? Esperar novos consoles? Parte 6

6 – Investimentos

Agora é a hora da verdade, pois saberemos quanto vai custar essa brincadeira. Iremos separar os gastos em 2 partes: Hardware e Jogos

6.1 – Hardware

Neste aspecto, começaremos pelo PC que é o mais enjoado de analisar :) . Primeiramente, deve-se escolher com extrema cautela qual placa de vídeo comprar. Existem vários fabricantes, mas eu escolheria entre 2: AMD-ATI e Nvidia. Neste link , pode-se encontrar um comparativo das placas da AMD-ATI e neste link pode-se encontrar um comparativo das placas da Nvidia. Vários aspectos são importantes de se analisar nestes comparativos, mas recomendo comprar uma placa de vídeo que já suporte DirectX 11 e que tenha taxa de transferência de memória de no mínimo 70 GB/s. Desta forma, dificilmente você investirá menos de R$ 500,00 em uma placa de vídeo. Claro que, este orçamento é para investimento a curto prazo. Caso deseje efetuar um investimento a médio prazo, sem correr riscos da placa não suportar mais os lançamentos daqui há alguns meses, recomendo comprar uma placa “semi-nova”, ou seja, não recém-lançada, que normalmente são caríssimas, mas ao mesmo tempo, não tão antigas. Placas como GTX 470, GTX 560 da NVidia e Radeon 6870 e 6790 são boas pedidas.

Com a placa de vídeo comprada, outro aspecto importante a se mencionar é a fonte. Para placas avançadas, deve-se ter uma fonte de no mínimo 500W real, e marcas decentes, como Seventeam e Corsair. Uma fonte decente custa no mínimo R$ 200,00.

O terceiro aspecto a ser investido é um Joystick decente. Existem marcas boas como Logitech, mas muitos preferem o próprio joystick do Xbox 360 adaptados ao PC, como o deste link

O restante do Hardware de um PC, como processador, memória, HD, placa mãe, são importantes, obviamente, mas uma configuração mediana, com um processador i5 “genérico”, 4 GB Ram, 500 GB de HD e placa mãe com barramento 1.3 GHZ, já seguram tranquilamente. Até alguns dos modelos mais avançados do Core 2 duo (E7550 pra cima) também conseguem segurar sem lag. É importante ficar atento com o tamanho do HD. Eu mesmo tenho um PC apenas para jogar, com 30 jogos considerados “top” instalados, e já se foi embora 70% do disco. Jogos como Battlefield 3, Call of Duty Modern Warfare 3 e The Wicher 2 consomem cada um, “apenas” 13 GB do seu disco rígido.

Resumindo, com uma placa de vídeo “semi-nova”, fonte, joystick e um hardware “mediano”, você investirá algo em torno de R$ 2000,00 no PC, exceto o monitor.

Um playstation 3 importado sem playstation move, com 160 GB de HD, que é um tamanho razoável e 1 controle, custa em torno de R$ 950,00. Caso deseje adquirir outro controle, irá pagar em torno de R$ 150, totalizando R$ 1100,00 de investimento.

Um XBox 360 importado sem Kinect, com HD de 4 GB, pode ser encontrado até por R$ 800,00, porém, acho que 4 GB é muito pouco espaço, pois apenas updates de jogos já ocupariam este espaço. Deve-se ter espaço para jogos da live, para demos, para armazenamentos de dados para acelerar load-times, etc.. Portanto, um XBox 360 com um HD de 250 GB, sairia mais ou menos pelo mesmo preço do Playstation 3, ambos com 2 controles;

Um Nintendo Wii com 1 controle e o jogo Wii Sports pode ser encontrado por até R$ 700,00. Tsambém deve-se adquirir mais 1 controle, investindo mais R$ 150,00, totalizando R$ 850,00 em investimento;

Um Nintendo 3ds pode ser encontrado até por R$ 699,00 sem jogos;

O Playstation vita foi lançado recentemente, sendo que este ainda é vendido apenas no Japão. Pode ser importado por até R$ 1100,00, mas este preço deve cair, pois o console está “mal das pernas” em vendas, forçando a Sony a reduzir seu preço.

6.2 – Jogos

Agora entramos na dor-de-cabeça parte 2. Jogos são caros, muito caros. Não é à toa que MicroSoft, Sony e Nintendo praticamente não possuem lucro no Hardware, mas sim nos jogos. Neste ponto, o PC leva uma ótima vantagem, pelos seus jogos por não serem considerados por lei como “jogos de azar”, ao contrário dos jogos para consoles, consequentemente, a carga tributária é menor e as mídias para jogos de Pc custumam ser muito mais baratas. Existem projetos incentivados pelo jogo justo para reverter o quadro, e até já foi aprovado, mas, como sabemos da velocidade no Brasil para se alterar uma lei, este projeto ainda levará algum tempo para ser colocado em prática no nosso bolso. Enquanto isso, uma mídia original de um lançamento para PC custa em torno de R$ 99,00, enquanto que para os consoles custam em torno de R$ 199,00. Empresas como Microsoft e Ubisoft buscam reduzir estes preços no Brasil, reduzindo sua margem de lucro (é possível comprar um exclusivo lançamento do XBox por R$ 129,00), mas mesmo assim ainda é muito caro para a maioria dos consumidores. Jogos que não são lançamentos variam de R$ 9,99 no Pc até R$ 79,99, enquanto que nos consoles variam de R$ 59,99 até R$ 149,99.

Abrindo um breve parêntese nesta análise, eu sou contra à pirataria, especialmente em jogos. Como fã de games, eu sei que estes precisam vender para existir novos investimentos. Além disso, comprar um jogo original é muito diferente de comprar um show ou um filme original. Um jogo como Red Dead Redemption, só o modo campanha, eu gastei mais de 40 horas jogando, além do modo online que é super divertido e prolonga a vida útil do jogo por muito tempo. Um filme, você assiste 1, 2 vezes no máximo e larga a mídia. Porém, pagar R$ 199,00 em um jogo é totalmente fora de cogitação, ainda mais sabendo que estes custam no máximo R$ 100,00 em lugares como shopto . É literalmente um tapa na cara, uma forma de nos chamar de otários. Se você for no Paraguai comprar jogos, verá que um lançamento por lá também é vendido por no máximo R$ 100,00.

Uma alternativa “decente” para o caríssimo preço das mídias, é comprar os jogos em formato digital, tanto pela psn (playstation 3 e playstation vita), quanto pela live (xbox 360), ou pela Wii Shop Channel, ou sites como nuuvem para jogos de PC. Para isso, é preciso ter um HD de tamanho razoável (250 GB no XBox 360 ou 160 GB no Ps3) para armazenar os jogos, obviamente. Para se ter uma idéia, com um cartão de U$ 50,00, que custa em média R$ 106,00 no Mercado Livre, é possível comprar pela PSN Need for speed Hot Pursuit, que custa U$ 19.99 e La Noire, que custa U$ 29.99, ambos em formato digital. Estes jogos em mídia física custam em torno de R$ 149,00 cada, ou seja, você pagará 3 vezes mais barato. Além do que, a compra está associada à sua conta, ou seja, você pode efetuar o download quantas vezes quiser, contanto que esteja logado na sua conta. A grande desvantagem de se comprar em formato digital é o acervo de jogos que ainda é pequeno.

Conclusão

Em Hardware, o investimento no Pc será maior, mesmo que seja necessário comprar apenas joystick, fonte e placa de vídeo. Contudo, terá melhor retorno em qualidade gráfica. Playstation 3 e XBOx 360 são vendidos em média pelo mesmo preço, o Wii é naturalmente mais barato, por possuir hardware inferior. No ramo dos portáteis, o Nintendo 3ds possui um preço bem atrativo, se comparado ao Playstation Vita, porém este último deverá ter seu preço reduzido em breve, especialmente quando for lançado no mercado ocidental, em Fevereiro de 2012. Em jogos, o Pc leva larga vantagem em mídia física, mas é possível comprar em formato digital, amenizando a pancada no bolso.

Bom, espero que tenham gostado e até a parte 7 com conclusões finais e previsões (achismos) quanto ao futuro.

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O que comprar? Xbox 360? Playstation 3? Wii? PC turbinado? Portáteis? Esperar novos consoles? Parte 5

5 – Extras

Nesta seção, será abordado quais recursos extras cada dispositivo possui, para melhor entreter seu consumidor.

Com relação ao PC, o principal extra que consigo enxergar é a retrocompatibilidade com jogos mais antigos, de várias plataformas. Mas, neste cenário, talvez nem seja uma vantagem porque a grande maioria das pessoas possuem pelo menos um PC em casa, e para jogar jogos mais antigos, não é necessário realizar investimentos acima da média, ou seja, provavelmente você possui máquina que consiga rodar jogos de gerações passadas. Também é vantajoso o fato de ser uma plataforma aberta, possibilitando melhorar seu equipamento ou investir em dispositivos com recursos que não foram projetados para funcionar em consoles.

Com o Playstation 3, logo de cara é fácil de perceber que o mesmo possui uma mídia Blu-Ray, ou seja, o aparelho é um reprodutor de vídeos em alta definição. Já vi relatos de algumas pessoas reclamando sobre compatibilidade das mídias, mas todas as que aluguei ou comprei, sejam filmes, documentários ou jogos, não tive problemas de compatibilidade. Com aparelhos em Blu-ray sendo vendidos entre R$ 300,00~R$400,00 e mídias com preços já compatíveis com Dvd, a tendência é que estas mídias sejam cada vez mais acessíveis, substituindo de vez os Dvds. Mas, para jogos, ainda não vejo o Blu-ray como grande diferencial. Claro que existem exceções, como God of War 3, Uncharted 2 e 3, Final Fantasy XIII, onde nestes casos, a mídia é bem aproveitada, com extras, vídeos em alta definição, contudo, não é o caso da maioria dos jogos lançados. Na próxima geração é que o Blu-ray poderá ser um item “obrigatório” (ou não, e se decidirem armazenar os jogos na “nuvem”???), e não um extra, pois hoje os jogos possuem em média 9 GB, estando compatíveis tanto com o tamanho dos padrões HD-DVD, utilizados no XBox 360, quando com o Blu-Ray. Na próxima geração, o tamanho dos jogos provavelmente será maior, obrigando os consoles a possuírem uma mídia com capacidade superior de armazenamento

Outra novidade nesta geração, que é um extra tanto para o Playstation 3 quanto para o Nintendo 3ds é o suporte aos efeitos 3d estereoscópico, ou seja, no caso do Playstation 3, alguns jogos são compatíveis com televisores que reproduzem o 3d com óculos, e no caso do Nintendo 3ds, não é necessário o uso de óculos: o próprio dispositivo gera as imagens em 3d para a tela. Existe muita discussão sobre o 3d, artigos de revistas como EGW alegando que este não emplacou, já li entrevistas com o presidente da Nintendo alegando que as produtoras devem ser mais criativas com o 3d, enfim: a verdade é que, nesta geração, o 3d é um extra. Na próxima geração, talvez seja um grande diferencial, mas nesta é apenas um extra. O motivo é simples: são poucos jogos que possuem efeitos 3d que realmente te impressionam. O motivo é que pouquíssimos jogos são feitos nativamente para funcionar em 3d. A grande maioria dos jogos foram feitos com os efeitos já conhecidos, e ao selecionar para visualizar os efeitos 3d, apenas sofrem uma pequena conversão, desfocando as imagens. No Playstation 3, por exemplo, alguns jogos que foram feitos para funcionar nativamente em 3d são: Motorstorm 3d Rift, Motorstorm Apocalypse, Wipeout HD, Tekken hybrid. Outros jogos como Uncharted 3, Batman Arkham City, Gran Turismo 5, Sonic Generations, Mortal Kombat 9, possuem um ou outro efeito, mas na maioria dos casos, a imagem é apenas desfocada, não possuindo efeitos chamativos, ou seja, não valendo o investimento. A história é a mesma no Nintendo 3ds: há jogos que foram feitos nativamente em 3d, sendo a grande maioria jogos “casuais”, e outros jogos apenas sofreram conversões em 3d, com pouquíssimos efeitos. Para quem ainda não tem experiência em efeitos 3d para jogos, basta ir no cinema e assistir 2 filmes: o primeiro, “Avatar” e o outro “Resident Evil: Afterlife”. Em um, o 3d é assombroso, no outro, por vários momentos, você vai até se esquecer de que está vendo um filme em 3d. A história é a mesma para os jogos. A explicação seja que talvez o investimento ainda é consideravelmente alto e o fato do jogo ser 3d não está impactando em melhores resultados de vendas.

Outro extra interessante no Playstation 3, Playstation Vita e Nintendo 3ds é o suporte a wifi para conectar na internet, sem necessidade de comprar adaptador ou conectar cabos.

O Playstation Vita possui como principal extra, total interoperabilidade com a psn, sendo possível fazer backup, guardar os saves nesta, além da conectividade mencionada na parte 4.

Um extra bem interessante no XBox 360 é a possibilidade de ouvir suas músicas favoritas, instaladas na live, enquanto joga. Para alguns jogos, é descartável, mas para outros, especialmente com alta adrenalina, é essencial. Outro extra interessante para o XBox 360 é a integração da live com o windows, como ocorrerá na versão 8. Como a grande maioria dos usuários devem utilizar este sistema operacional, é um extra interessante. Também deve ser mencionado que o XBox 360 reproduz qualquer mídia DVD, o que de fato também é um extra.

Conclusão: o Pc possui como extra o que já é esperado, ou seja, não é novidade para ninguém. O Playstation 3 possui mídias Blu-Ray, sendo uma ótima ferramenta para quem deseja assistir vídeos em alta definição. O Playstation 3 e o Nintendo 3ds possuem suporte aos efeitos 3d, que são legais em alguns jogos (Motorstorm 3d rift \o/ ), mas não vale a pena adquirir o produto apenas por causa dos efeitos. O XBox 360 possui alguns poucos extras, porém eficientes no que se propõe fazer.

Na parte 6 (faltam apenas duas), serão abordados os investimentos para adquirir estes “brinquedos” :D . Até lá

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O que comprar? Xbox 360? Playstation 3? Wii? PC turbinado? Portáteis? Esperar novos consoles? Parte 4

4 – Os jogos e a conectividade

A Internet existe há muitos anos, eu mesmo uso internet desde 1996. Porém, apenas nesta geração de jogos é que a internet realmente surgiu como um diferencial ao ponto que mereça um tópico à parte. Se estivéssemos na sexta geração, por exemplo, a Internet estaria na parte 5, “Extras”. Portanto, será analisado o que os dispositivos oferecem de conectividade para aprimorar a diversão, a facilidade de aquisição e o entreternimento com os jogos.

Não é preciso dizer que os jogos para PCs possuem conectividade com a internet, qualquer um sabe disso, mas é importante dizer que cada jogo instalado no seu PC é um Software à parte gerenciado pelo seu Sistema Operacional (Windows, Linux, Mac OS). Existem tentativas interessantes como o Windows Live Games onde é possível ter lista de amigos, jogar online, trocar mensagens, mas isto está restrito a alguns jogos e a uma família de sistemas operacionais. Ou seja, podemos concluir que, exceto em alguns casos, a maioria dos jogos para PC se conecta à internet “da sua forma”, ou seja, são como ilhas isoladas umas das outras.

Com relação aos consoles, o uso de recursos online para os jogos é unificado em um só local, ao contrário dos PCs, onde “cada jogo é uma história”. Talvez o leitor ainda não está “antenado” com o que esta geração pode oferecer, mas com a live do Xbox 360 ou a Psn do Playstation 3 (live e psn são Softwares embutidos nos consoles que gerenciam recursos destes, além da interação com o usuário com os recursos online), é possível fazer diversas coisas, bastando ter uma conta (gratuita na Psn e paga na live). Para início de conversa, é possível por exemplo, receber atualizações de jogos que corrigem bugs ou diminuem tempos de loading ou recebem recursos extras do jogo, sendo que alguns são pagos (chamados de DLC) e outros gratuitos. Também é possível atualizar o firmware dos consoles, seja para aumentar a segurança dos mesmos ou para liberar recursos, como o 3d no Playstation 3. Também é possível efetuar download gratuito de demos de jogos, seja jogos já lançados ou não. Claro que, nem todos os jogos estão disponíveis para download, mas existem vários. Também é possível comprar jogos completos ou atualizações específicas de jogos em formato digital, ou seja, você pode comprar um cartão pré-pago ou cartão de crédito, digitar o código deste na live ou psn e comprar o jogo. Não existem tantos jogos, mas os que existem são bem mais baratos que a mídia física vendida nas lojas. É possível baixar vídeos, temas, músicas, fotos, papéis de parede dos seus jogos favoritos e assisti-los em seu console. Também é possível criar uma rede de amigos online, trocar acessórios conquistados nos jogos com amigos (por ex, dar um carro seu de Gran Turismo 5 para um amigo), além de conquistar troféus baseado nas suas vitórias em jogos para todos os seus amigos visualizarem. Eu por exemplo tenho troféus importantes, como troféu de 10 vitórias corridas disputadas online no jogo em Formula 1 2011. Outros casos interessantes são cenários onde você pode ganhar jogos gratuitamente, como foi o caso da Psn, que disponibilizou 2 jogos gratuitos no seu programa Welcome Back (após ficar mais de 1 mês fora do ar). Os jogos são instalados no disco rígido (HD) do console, então, na compra de um console, quanto maior for a capacidade de armazenamento do HD, melhor.

Mas, o principal, de fato, é jogar online. Não existe nada mais divertido nesta geração do que jogar online o seu jogo favorito, seja com amigos ou com qualquer outra pessoa do planeta. Nem todos os jogos possuem multiplayer online (Batman Arkham City, Skyrim, God of War 3, etc..), mas a grande maioria possui. Jogar uma partida de Fifa 2012 com um russo, ou enfrentar 15 gringos em Formula 1 2011, na pista de interlagos, ou uma jogatina online no fabuloso Battlefield 3, é uma sensação única e sem igual de diversão. Claro que estes jogos estão disponíveis online para se jogar no PC, mas como foi dito, tudo no console é mais centralizado em um local apenas, ou seja, você se autentica no mesmo Software e possui a mesma lista de amigos para jogar online qualquer jogo do seu catálogo de games. E o mais legal é que nem precisa de uma super conexão para isso. Eu já tive conexão de 500 kbps (sofrível) e conseguia jogar com poucos “lags”. No XBox 360, ainda temos alguns recursos mais interessantes, como criar grupo de amigos para jogar juntos contra outras pessoas (por ex: Battlefield 3, grupos de 12 pessoas para a guerra), e estas pessoas podem conversar entre si durante a batalha, com Headphone, sem que o grupo inimigo escute. É magnificamente divertido. O único incoveniente no XBox 360 é que deve-se pagar uma taxa anual para jogar online, ao contrário da PSN do Playstation 3, que é gratuita. Mas é nitidamente claro que a live possui alguns recursos como os já citados mais interessantes que a PSN, ampliando a diversão. Existe uma alternativa na Psn que se chama Psn+ (psn plus), onde se paga uma taxa anual e obtém descontos na compra de jogos e download gratuito de alguns jogos antigos. Vale a pena para consumidores assíduos.

No caso do Wii e 3ds, também é possível jogar online, comprar jogos, mas com limitações de recursos, ou seja, nem tudo o que foi citado acima está disponível para estes, como por exemplo, baixar demos. No caso do Playstation Vita, este possui total integração com a Psn, ou seja, é possível conectar o PsVita no Playstation 3 e usufruir dos recursos da Psn, obtendo demos ou jogos completos que estão disponíveis para este dispositivo.

Conclusão

Todos os dispositivos oferecem jogatina online, ampliando a diversão. Mas, em consoles como o XBox 360 e Playstation 3, existem Softwares como a XBox Live e a Psn respectivamente, que gerenciam e ampliam a conectividade do jogador centralizando tudo o que se pode fazer online com o seu catálogo de jogos. A Live possui alguns recursos a mais, porém é paga, ao contrário da Psn, que é gratuita, mas não oferece o mesmo nível de interação online que a sua concorrente.

Na parte 5 serão abordados os recursos extras de cada dispositivo. Até a próxima

Obs: console conectado na internet = sem pirataria. Console desbloqueado para rodar jogos piradas = conta banida.

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